05 março 2009

Entrevista no site de música católica "Cantai"

Entrevista: Juninho Viana Banda Mater Dei (vocalista)
Matéria extraída de http://cantai.net/content/view/46/1/


Image Nome: Eurides Viana da Silva Junior
Nome artístico: Juninho Viana
Natural de? João Monlevade /MG
Onde reside? Rio Piracicaba
Um hobby: Cantar
Uma música: Sacramento da Comunhão – Nelsinho Correa
Uma Personalidade: Padre Jonas Abib
Um livro: A Bíblia

Um filme: O som do Coração
Uma frase: “Tudo posso Naquele que me fortalece, nada nem ninguém no mundo vai me fazer desistir”. Celina Borges, Música “Tudo Posso”.

Cantai: Cite alguns nomes que contribuíram com sua musicalidade, sua poesia e sua formação humana dentro do cenário nacional: (lembrando que vale o cenário secular)

Juninho Viana: Na minha família todos gostam de música. Meus irmãos participaram de diversos festivais na década de 80, e quando eu os via reunidos com seus amigos para fazer as músicas eu também queria participar. Influenciado por esta geração da minha família que gosta muito de música sertaneja ouvi muito Leandro e Leonardo, Chitãozinho e Chororó, Zezé di Camargo e Luciano, entre outros. Cheguei a participar de show de calouros cantando músicas de Leandro e Leonardo e Zezé di Camargo e Luciano; Porém meu contato maior e mais constante com a música foi através da Igreja. Nomes como Padre Zezinho, Léo Rabelo (Banda Dominus), Dunga, Nelsinho Correa, Padre Marcelo Rossi, Vida Reluz, Walmir Alencar, entre outros. Voltamos nosso estilo para um estilo mais jovem, daí então passei a gostar muito do ritmo do axé, cito aqui também grandes nomes da musica secular como Asa de Águia, Chiclete e outros. Somos hoje uma banda católica com ritmo predominante axé music.

Cantai: Como você enxerga a transição do papado e a via na qual o Espírito Santo vem direcionando a Santa Igreja por intermédio de Bento XVI?

Juninho Viana: Vejo com bons olhos. Apesar do Papa Bento XVI seguir uma linha mais tradicional, eu creio que ele está se mostrando bem flexível na lida com as novas realidades do mundo. Ele é canal da graça de Deus no meio de nós e creio que está agindo por intermédio do Espírito Santo.

Cantai: Como você entende o andamento da música católica?

Juninho Viana: A música Católica tem um papel importantíssimo na evangelização. Quando cantamos as palavras ficam em nosso subconsciente, elas ficam ressoando em nossa mente. Quando se faz da oração uma música, quem a canta fica em constante oração.

As músicas seculares possuem ritmos diversos e atraem um grande público, porém o que as pessoas buscam neste tipo de evento são coisas vazias e sem nexo. No meio católico quando se oferece um ritmo musical que chama a atenção, principalmente da juventude fica mais fácil ter acesso a eles (aos jovens). Acredito que estamos no caminho certo. Oferecemos música de qualidade, em todos os ritmos que o “mundo” oferece, e temos um diferencial enorme: Jesus Cristo.

Cantai: O que aconteceu com as multidões de fiéis que freqüentavam nossos eventos há alguns anos?

Juninho Viana: Essa evolução da música católica, que citei anteriormente, trará bons frutos, porém é preciso que seja feito um trabalho intenso com as pessoas evangelizadas. Eles querem fazer algo pra dar seqüência neste trabalho, motivados por uma necessidade de preencher algo dentro de sua vida. A messe é grande, os operários são poucos. Será que os operários são poucos mesmo? Temos que saber motivar estes operários, e segura-los, para dar continuidade à obra. Isto é que eu acho que está acontecendo com as grandes multidões. A semente foi lançada, mas não foi regada. Algumas os pássaros comeram, outras caíram no meio das pedras, e assim por diante. Talvez seja o momento de ir até a multidão novamente.

Cantai: Qual o grande desafio de ser músico, poeta, compositor e formador de opinião diante de uma sociedade cada vez mais distante da Santa Igreja?

Juninho Viana: Talvez o maior desafio atualmente seja manter a atenção das pessoas voltadas para DEUS. Quando realizamos algum evento, ou participamos de um evangeliza-show, procuramos levar uma mensagem de DEUS para estas pessoas, chamando-as à conversão. Porém o que acontece na maioria das vezes é que não existe uma seqüência na evangelização. Porque a conversão é um processo diário. É preciso que estas pessoas sejam acolhidas no seio da Igreja. Através dos movimentos, pastorais, Grupos de oração, etc. Quando isso não acontece às mesmas não volta a participar facilmente.

Cantai: O que você aconselha para os músicos que estão chegando hoje e sonham com seu próprio espaço em meio a tantos artistas já renomados no cenário católico?

Juninho Viana: Na verdade ainda estamos buscando nosso lugar ao sol, apesar de estar na caminhada há onze anos. Se é que posso dar algum conselho, digo que se preparem muito espiritualmente, porque pela experiência que tenho quando não temos um laço forte com DEUS, à chance de ficarmos pelo caminho é muito grande. Então ore sempre, tenha humildade de saber que você não é o ator principal, busque estar sempre próximo de DEUS, confie sempre que: “Tudo posso naquele que me fortalece”. E a vontade de DEUS prevalecerá.

Cantai: Segundo o Papa João Paulo II “as novas comunidades são a primavera da Igreja”. Qual a função dessas comunidades na missão da música católica hoje?

Juninho Viana: As comunidades têm a missão de fortalecer e propagar a música católica. Acredito ainda que o papel mais importante seja o de acolher as pessoas evangelizadas e direciona-las para o trabalho. Assim elas se sentirão úteis e estarão sempre com as músicas na ponta da língua.

Matéria extraída de http://cantai.net/content/view/46/1/

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